livre de influências externas que me roubaram
a paz de espírito e me colocaram os nervos à
flor da pele, agora me sinto finalmente relaxar,
as camadas de ressentimentos que eu carregava
há muito tempo estão dissolvendo na aceitação
do novo, contemplação do inevitável, fim de um
ciclo, sinto um tipo de recomeço reformulado.
paz nas relações mais profundas, sinceridade,
apoio, temperança, pois as últimas descargas de
energias revelaram os ponto nevrálgicos de um
contato íntimo e tão fértil quanto mútuo, em
que se assegura um elo que se faz presente, que
não se quer perder, se acredita em conciliação,
eu também.
tudo o que pode acontecer, sem dúvida acontece,
com ou sem a participação ativa de quem está
envolvido, e para manter o vínculo basta apenas
acalmar as emoções, abrandar o coração e aceitar
que a união se estabeleça da maneira mais natural
possível.
o ego é o elemento dissociante, o ego nos alheia
e perturba, sobretudo se existem pontas soltas,
coisa não-ditas, desejos não-expressos. o tempo
está sempre a favor do progresso, aponta para
aproximação, a naturalidade é a chave para
manter-se unido.
isso me mantém aquecida, na defesa do elo, tão
fundamental e sincero, que me conecta com minhas
profundas fontes de emoção e de amizade eternas,
transformando o padrão de meus vínculos,
ampliando o poder de compreensão e de entrega
desinteressada apenas pelos atributos de uma
relação confortável e livre de pressões externas
ou da espera de resultados.
a torrente de lágrimas que chorei, alívio, dúvida,
revelação, expectativa da mudança.
depois da tempestade veio o sol da manhã, ar puro,
canto dos pássaros a serenidade do verão. e com a
pureza do cristal me resta esta jóia para lapidar,
achar os ângulos de convergência, os limites e as
nuances de cada manifestação de algo tão raro.
(by dani weber)